Artesãos visitam pontos turísticos de Cuiabá e Várzea Grande
A Gazeta |Artesãos visitam pontos turísticos de Cuiabá e Várzea Grande.

Museu Rondon, na UFMT, um dos pontos visitados por alguns grupos de artesãos
O city tour faz parte da Consultoria em Design para Associações, cujo objetivo é criar coleções com a temática local, a exemplo do que aconteceu com a Coleção Vazante, inspirada no Pantanal
Da Assessoria
Artesãos cuiabanos e várzea-grandenses passam a ver as duas cidades com outros olhos. O Sebrae MT promove um city tour por Cuiabá e Várzea Grande, que teve início dia 18 e termina neste domingo (30) cujo objetivo é despertar os participantes para a possibilidade de usarem elementos da arquitetura, fauna, flora, história, cultura e cotidiano das duas cidades em suas peças e objetos. O city tour faz parte da Consultoria em Design para Associações, cujo objetivo é criar coleções com a temática local, a exemplo do que aconteceu com a Coleção Vazante, inspirada no Pantanal.
Participam artesãos de cinco entidades, Associação Municipal de Artesanato (Amart), Associação Mato-grossense de Produtos Artesanais (Ampa), Associação Várzea-Grandense de Artesãos (Ava) e núcleos Construart e Alphaville de Cuiabá. Cada grupo visitou os locais de maior interesse e identidade com o trabalho que desenvolve. O arquiteto e designer André Calvoso de Carvalho, gestor da intervenção, pretende criar identidade para essas associações de modo que seja criada uma coleção para cada núcleo. “Essas ações buscam aperfeiçoamento e melhoria no produto final para atingir o mercado” esclarece.
O grupo tem acompanhamento das designers Andréia Costa, de Minas Gerais, Tatjana Sydow, Maria Teresa de Almeida Aguiar e Patrícia Pontes, de Cuiabá. “Quando passamos todos os dias pelas mesmas paisagens nos acostumamos e nada mais parece novidade”, declara Andréia Costa, que completa “com uma história envolvida e um detalhamento dos ícones arquitetônicos aquelas velhas imagens passam a ser vistas com outros olhos, criando assim uma identidade cultural”.
O passeio passa por locais como a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito onde os artesãos percebem a riqueza de detalhes da arquitetura barroca da igreja mais antiga da capital, construída em 1723, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1975. Recentemente passou por uma restauração e foi entregue à comunidade em junho deste ano.
O Museu Rondon, mais conhecido como Museu do Índio, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que reúne uma coleção de artefatos e adornos indígenas de tribos de todo país, também foi visitado por alguns grupos. Os artesãos mostram interesse especial pela forma como os índios tratam sementes e penas.
Já em São Gonçalo Beira Rio, comunidade às margens do rio Cuiabá e primeiro núcleo habitacional da capital, eles examinaram peças em cerâmica produzidas pelos moradores. A comunidade tem o artesanato como atividade cultura e econômica, sendo que alguns membros já alcançaram visibilidade nacional, caso de Cleide Rodrigues que comercializa peças para a rede Tok & Stok.
A Casa do Artesão, espaço de exposição e comercialização de peças artesanais frequentado por turistas também foi visitado. No subsolo está montado um pequeno museu com riquezas da tradição cuiabana, como os altares com santos, coroas, tachos de cobre e outros artigos. Os artesãos passeiam ainda por lugares de Várzea Grande.
“A idéia é criar uma coleção com elementos iconográficos de Cuiabá e Várzea Grande, apurar o olhar do artesão para o cotidiano desenvolvendo novas técnicas e novos produtos. Assim, quando o turista procurar um produto artesanal local, encontrará algo com identidade e singularidade”, declara Iane The Pontes, líder da Unidade do Artesanato do Sebrae/MT.
Essa é a primeira fase do projeto que terá continuidade em agosto quando os artesãos vão apresentar idéias para criação das coleções.
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